Movimentos populares, partidos e organizações progressistas declaram um compromisso de apoio à República Islâmica do Irã e aos povos da Ásia Ocidental, em sua luta contra a guerra imperialista e pela libertação regional. A Resolução foi lançada pelo Partido Haqooq e-Khalq e somos signatários juntamente a organizações populares ao redor do mundo.
Nós, abaixo-assinados:
- Condenamos a intensificada guerra de agressão travada pelos Estados Unidos, o sionismo e seus aliados contra a República Islâmica do Irã. Esta guerra “a quente” foi preparada ao longo de décadas, por meio de sanções “frias” igualmente mortais, de sabotagens encobertas, assassinatos “de precisão”, do cerco militar e de guerra cognitiva. Seu objetivo é colapsar o Estado iraniano — uma agenda de balcanização por meio de sectarismo étnico e des-desenvolvimento operado por bombardeios, que se tornou uma marca da guerra imperialista contemporânea.
- Reconhecemos o Irã como um ponto nodal da resistência na região, que, há mais de quatro décadas, enfrenta a ocupação sionista da Palestina e a tomada imperialista da região árabe-iraniana, contendo as tentativas de subjugar os povos e os recursos da região ao capitalismo do Ocidente.
- Defendemos o direito inalienável do Irã à autodefesa. Uma nação submetida a atos de guerra — incluindo o assassinato de suas lideranças e o bombardeio indiscriminado de suas cidades — tem todo o direito de se defender, por todos os meios disponíveis. Rejeitamos a lógica imperialista que concede ao agressor o monopólio da violência, enquanto criminaliza a resistência contra a agressão.
- Condenamos os regimes das burguesias compradoras regionais, que operam como nós do aparato de guerra imperialista. Esses estados clientes abrigam bases militares estadunidenses, mantêm corredores logísticos para a projeção de poder imperialista, normalizam relações com o sionismo e suprimem as aspirações de seus próprios povos por soberania popular e dignidade. A luta contra o imperialismo na região é inseparável da luta contra essas elites colaboracionistas.
- Reconhecemos a existência de uma agenda de “sequenciamento estratégico”, por meio da qual os Estados Unidos buscam travar uma guerra mundial por outros meios — desmantelando um a um os pilares da ordem multipolar emergente. Da Síria à Venezuela, de Cuba ao Irã, o imperialismo trava uma confrontação em etapas, em que cada alvo é isolado, demonizado, sancionado e submetido a formas de guerra híbrida antes que o foco mude para o próximo. Ao invés de uma série de conflitos não relacionados, se trata de momentos em uma única campanha global para impedir o surgimento de uma nova ordem mundial, e em preparação para um confronto existencial contra o principal alvo do imperialismo: a República Popular da China.
- Reconhecemos o papel do Irã como um pilar da ordem multipolar emergente. O desenvolvimento do Irã de uma ‘economia de resistência’ e suas alianças estratégicas — desde o Eixo da Resistência na região árabe-iraniana, até suas parcerias com a Rússia, a China e os estados do Sul Global — representam exatamente o tipo de infraestrutura necessária a um desenvolvimento periférico soberano que o imperialismo não é capaz de tolerar, pela ameaça que representam a seu controle hegemônico sobre a economia global. A guerra contra o Irã é, em essência, uma guerra para preservar a arquitetura da supremacia ocidental em ruínas, contraposta à maré crescente de um mundo que reivindica seu direito ao desenvolvimento soberano e pacífico.
- Reconhecemos que as forças por trás dessa guerra abandonaram quaisquer limites. O capital globalizado não mais se vê submetido aos marcos do direito internacional ou aos compromissos referentes à ordem nascida após o fim da Segunda Guerra Mundial. A expansão implacável da OTAN, a violência genocida despejada sobre Gaza, o sequestro do presidente da Venezuela e agora o bombardeio indiscriminado do Irã representam a lógica sombria de um império em declínio, preferindo os riscos de um caminho de aniquilação antes de aceitar um mundo que não pode controlar.
- Rejeitamos a demonização do Estado iraniano e suas lideranças, visto que fornece a base ideológica para sanções, tentativas de subversão, bombardeios indiscriminados e assassinatos, incluindo o assassinato criminoso do líder do Estado iraniano, Ayatollah Ali Khamenei. Rejeitamos, em particular, a tentativa cínica de separar retoricamente o povo iraniano de sua soberania — como se uma nação pudesse ser libertada por meio da destruição do Estado que a defende. Condenamos aquelas forças, inclusive dentre as fileiras da esquerda, que avançaram essas narrativas, fornecendo legitimidade intelectual para ambições de mudança de regime e reproduzindo os paradigmas de propaganda do imperialismo, enquanto reivindicam falar em nome do povo iraniano. A história já julgou essa postura no Iraque, na Líbia, na Síria. Será julgada novamente.
- Observamos que os povos da região se manifestam com uma clareza que deveria envergonhar aqueles que hesitam. Do Bahrein à Palestina, do Paquistão ao Iraque, as ruas se encheram de lamento pelos líderes assassinados no Irã, de celebração pelos seus ataques retaliatórios e de fúria contra a presença estadunidense e seus agentes compradores no poder. As crianças de Gaza comemoram e sorriem enquanto os foguetes iranianos voam em direção à ocupação. Não há sinal mais claro de que a guerra defensiva em andamento é uma guerra anti-colonial e está em jogo não apenas a sobrevivência do Irã, mas a libertação da região. Como Bobby Sands nos lembra: “Nossa vingança será o riso de nossas crianças.”
- Comprometemo-nos, diante dessa confrontação histórica, a construir o mais amplamente possível a frente de solidariedade com o Irã, e com todas as nações e povos que enfrentam e resistem às agressões dos Estados Unidos ou do sionismo; a expor e opor a máquina de guerra imperialista onde quer que ela opere — nos parlamentos, nos portos, nas bases militares e na mídia; a romper as cadeias logísticas vitais que alimentam o aparato de guerra imperialista; e a preparar nossos movimentos para as lutas decisivas que virão, sabendo que a guerra contra o Irã é uma guerra contra todos que buscam construir um mundo para além do império.
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Haqooq-e-Khalq Party, Pakistan
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People’s Academy, Global
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PUDEMO, Swaziland
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WAELE Africa, Pan-African
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Communist Party of Egypt, Egypt
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Abahlali baseMjondolo, South Africa
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Congolese Solidarity Campaign, Congo
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Observatory of Food Sovereignty and the
Environment – OSAE, Tunisia -
Federation of Informal Workers of Nigeria, Nigeria
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Freedom Road Socialist Organization, US
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Congreso de los Pueblos, Colombia
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Climate Youth Finance Alliance, US
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National Students for Justice in Palestine, US
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People’s Programs, US
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Women Democratic Front, Pakistan
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UWAWAMA – The Manzese Working Women’s
Cooperative, Tanzania -
Fuerza Patriótica Alexis Vive, Venezuela
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Black Alliance for Peace, International
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Friends of Swazi Freedom, Swaziland
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Communist Party of Swaziland, Swaziland
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Swaziland National Union of Students, Swaziland
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Communist Party Marxist – Kenya, Kenya
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Workers World Party, United States
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Che Guevara Commune, Venezuela
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Bronx Anti-War, US
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Palestinian Feminist Collective, International
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United States Peace Council, US
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Worker’s World, US
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International Action Center, US
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Popular Democratic Party of Lebanon, Lebanon
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Masar Badil, the Palestinian Alternative
Revolutionary Path Movement, Palestine -
Zimbabwe People’s Land Rights Movement,
Zimbabwe -
National Lawyers Guild, US
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Al Fida’i Media Network, US
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Namibian Domestic and Allied Workers Union,
Namibia -
Samidoun: Palestinian Prisoner Solidarity Network,
International -
Coordinadora Simón Bolívar, Venezuela
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Tariq el Tahrir Youth and Student Network,
International -
Nidal Seattle, US
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School of the Revolution, Belgium